Desde 2009 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização, produção, propaganda, importação do cigarro eletrônico.
Em abril de 2024 a agência fez uma revisão dessa medida e decidiu manter a proibição do cigarro eletrônico.
Segundo a Agência Brasil, “o diretor-presidente da Anvisa e relator da matéria, Antonio Barras Torres, leu por cerca de 2 horas pareceres de 32 associações científicas brasileiras, além de posicionamentos dos ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda. Ele citou ainda consulta pública realizada entre dezembro de 2023 e fevereiro deste ano sobre o tema.
Em seu relatório, Barras Torres se baseou em documentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia e em decisões do governo da Bélgica de proibir a comercialização de todos os produtos de tabaco aquecido com aditivos que alteram o cheiro e sabor do produto. Ele lembrou que, esta semana, o Reino Unido aprovou um projeto de lei que veda aos nascidos após 1 de janeiro de 2009 , portanto, menores de 15 anos, comprarem cigarros.”
As instituições médicas relacionadas a saúde pública são favoráveis a manter o proibição e destacam os prejuízos que podem trazer à saúde, como alta probabilidade de desenvolver cancro e doenças coronárias.
Novas pesquisas
Novos estudos estão revelando como o tabaco pode alterar o nosso organismo e também os efeitos prejudiciais do cigarro eletrônico.
As pesquisas demoram algum tempo para chegar a resultados clínicos, é preciso anos para reunir dados sistemáticos de como os grupos de pessoas estudadas reagem ao uso do tabaco.
Fumar altera o sistema imunitário, mesmo anos depois de parar de fumar.
Uma investigação da nature concluiu que fumar altera a imunidade com efeitos persistentes.
Esse estudo parte do princípio de que os indivíduos diferem nas suas respostas imunitárias, tendo a idade, o sexo e os fatores genéticos papéis importantes na variabilidade.
Foi constatado que ao parar de fumar o organismo aumentou a variabilidade da proteína citosina como resposta imune. Mas também concluiu que houveram alterações epigenéticas nas células T (conhecidas como leucócitos e tem um papel essencial no sistema imunitário).
“Os fumantes atuais mostraram um aumento da resposta inflamatória após a estimulação bacteriana, que é rapidamente perdida depois da cessação do tabagismo. Por outro lado, os efeitos do tabagismo nas respostas das células T persistem anos depois que os indivíduos param de fumar.”



