Quando chega o fim de semana para passear com o amigo de quatro patas e aproveitar os festivais com concertos ao ar livre.
Ver a alegria do patudo em passear nesses eventos, ele fica todo contente, até parece que tem um sorriso na face.
Ele gosta de estar com as pessoas e de receber festinhas. Depois deita-se no chão e fica tranquilo a fazer companhia.
É um cãopanheiro espetacular, aqui há um conexão para a vida.
Esse passeio com música é sempre uma ótima experiência.

Mas será que o som com volume alto pode incomodar a audição do nosso amigo?
Vamos compreender melhor como funciona a audição dos cães e o que os veterinários dizem sobre esse tema. Afinal, queremos o bem-estar do nosso amigo.
AUDIÇÃO SENSÍVEL DOS CÃES
Um dos sentidos mais aguçados dos cães é a audição e de forma geral eles conseguem ouvir melhor do que os humanos. Contudo, isso não acontece com todos os tipos de frequência.
O zootecnista e médico-veterinário Alexandre Rossi, conhecido como Dr Pet, explica que os cães conseguem ouvir muito melhor os sons agudos e os humanos os graves. Os patudos têm o dom de escutar frequências muito mais amplas do que os humanos.
Enquanto percebemos sons entre 20 a 20.000 Hz, os cães podem ouvir de 40 a 65.000 Hz, isso torna-os capazes de detectar sons mais agudos e distantes.
Quanto aos sons da faixa intermediária, entre 200 e 2000 Hz, eles ouvem quase que exatamente como nós. Nessa frequência, estão a fala humana e a maioria dos instrumentos musicais, como violão e saxofone.
SONS QUE INCOMODAM OS CÃES
Os cães ouvem melhor os sons agudos e os humanos os graves. Como exemplo disso, Dr Pet comenta que os fogos de artifícios mais agudos incomodam a audição dos cães, já os fogos com som grave, como os rojões, causam sensibilidade aos ouvidos humanos.
Mas, por que os cães sentem medo dos barulhos de todos os tipos de fogos de artifícios?

Instinto de sobrevivência!
Na natureza, sons e vibrações altas costumam indicar algum perigo real. Por isso, a reação natural habitualmente é correr e esconder-se.
A combinação de um som que o cão não gosta, o fato dele não entender a origem dos fogos e a reação dos tutores cria um ambiente de desespero.
A MÚSICA E OS CÃES
Um estudo publicado pela Cambridge, demonstra que o bem-estar dos cães pode ser associado a exposição de formas apropriadas aos estímulos auditivos.
Nessa pesquisa, 50 cães de um abrigo foram expostos à influência de cinco tipos de estimulação auditivas:
conversa humana
música clássica
música heavy metal
música pop
controle
Os cães foram expostos a cada tipo de estimulação auditiva por 4 horas. Foram observadas as reações dos cães a cada tipo de estímulo, como ficar em pé, sentar, ladrar, descansado, dormir.
Eles passaram mais tempo a descansar e menos tempo em pé quando a música clássica era tocada do que quando qualquer um dos outros estímulos era tocado. Na exposição a música heavy metal os cães ficaram a ladrar por mais tempo do que os outros tipos de estímulos.
O estudo concluiu que a música clássica é benéfica para os patudos, resultando em um relaxamento de bem-estar.
A zoomusicologia, significa a musicoterapia para os animais, utiliza a música clássica para acalmar os cães com a redução de estresse e ansiedade.
Alguma vez, já observou a reação do seu cão a estilos de músicas diferentes? A linguagem corporal dos cães diz muitas coisas, às vezes eles podem estar incomodados com o som e não percebemos.
MÚSICA COM VOLUME ALTO
Será que a música em volume alto pode incomodar e até afetar a audição dos cães?
Os veterinários alertam que sim.
A veterinária Fabíola Agostini chama a atenção para o fato de que na maioria das vezes, ainda que incomodados, os cães não se retiram do ambiente por conta do dono, porque querem estar próximos. Algumas vezes os cães ladram quando estão expostos ao som alto.
Em outros casos os animais procuram locais mais tranquilos e sem barulho, como debaixo de mesa.
Levar o patudo em um concerto ao ar livre é muito agradável. Afinal, adoramos estar na companhia do nosso amigo. Mas será que o som alto irá ser confortável para os ouvidos dele?
É importante pensar no bem-estar dos cães, eles não falam com palavras o que sentem, mas dão sinais.
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Fontes:



