Lembre-se da sensação de quando ouve a sua música preferida.
Ela tem um som cativante, um ritmo envolvente, ela entra pelos ouvidos e percorre todo o corpo causando um frequência, os pés começam a mexer-se no embalo da música.
A música leva o corpo a dançar e a dança traz uma energia vibrante que renova a forma de estar, deixando tudo mais leve.
É incrível como a dança proporciona a conexão de mente e corpo, ela permite que tenhamos emoções mais positivas e ajuda a diminuir sintomas de ansiedade e depressão.
Os benefícios dos efeitos da dança no nosso cérebro são estudados e utilizados pela psicologia.
Como a DMT pode ajudar os autistas?
A Dança Movimento Terapia (DMT) é uma psicoterapia que usa o movimento para integrar corpo e mente. É uma terapia expressiva que pode auxiliar a resolver conflitos emocionais e estimular a autoconsciência.
A psicóloga Maria Cristina Lopes explica que o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento com dois grandes critérios principais: déficits na comunicação e interação social em vários contextos e padrões comportamentais restritos e repetitivos.
Maria Cristina afirma que os resultados da DMT para autistas são promissores melhorando comportamentos repetitivos e interação social. Em um estudo com 31 adultos autistas foram encontrados resultados positivos em consciência corporal, competências sociais, empatia, bem-estar e distinção eu-outro.
A psicóloga chama a atenção que o profissional da DMT deve ter treinamento na área e devido ao aspecto espectral do autismo é necessário avaliar cada paciente como único e compreender todos os sinais e gravidade de forma individual, cada autista é único.
O objetivo da DMT é proporcionar qualidade de vida para o autista e pode ser aplicada como terapia complementar em hospitais, centro de reabilitação, centros educacionais e de prevenção.
A dança Sufí
Há médicos que olham para o utente não como um simples paciente que a finalidade única é medicar, mas sim como um ser humano completo que hábitos mentais e culturais irão influenciar diretamente a saúde.
Um desses é o conhecido neurocirurgião Sanjay Gupta, que questiona o uso da enorme quantidade de comprimidos para tratar a saúde nos Estados Unidos.
Sanjay decidiu investigar formas de cuidar da saúde em diversas culturas e apresentou o a série “Viver mais e melhor”. Ele viajou para diversos países à procura dos segredos para desfrutar de uma vida mais longa, saudável e feliz.

No episódio 3, Sanjay viaja para a Turquia e nos mostra como a dança Sufí mudou a vida de um autista e de sua família.
Antes de praticar Sufí, era um adolescente com dificuldade de interação social, mas os rodopios trouxeram uma qualidade de vida que melhorou o bem-estar.
Sufí é uma forma de meditação fisicamente ativa que se originou em grupos sufis. É uma prática cultural para alcançar uma conexão maior com Alá. Isso é buscado ao abandonar o nafs, o ego ou os desejos pessoais, ouvindo música e concentrando-se em Deus e girando o corpo em círculos repetitivos.

Existem outras formas de atividade física para desenvolver a qualidade de vida dos autistas?
A resposta é sim.
O importante é compreender que cada autista é único e precisa estar com profissionais qualificados no assunto.
Também que o autista sinta-se confortável em fazer a atividade, por isso é importante conhecer as opções para perceber a afinidade.
O desporto inclusivo envolve várias modalidades adaptadas ao autismo, como natação, yoga, atletismo, ciclismo, artes marciais, escalada.
Um grande representante brasileiro das artes marciais inclusiva é Felipe Nilo, ele é um instrutor e professor que especializou-se em autismo através dos estudos da neurociência e entende as necessidades dos seus alunos. Ele ensina judô e jiu-jitsu inclusivo de uma forma personalizada através da visão de que cada autista é único.
Dia 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o autismo. Atualmente há mais estudos e as pessoas estão querendo conhecer melhor para compreender e ajudar as pessoas com autismo.
Compartilhe esse artigo para que mais pessoas conheçam essas terapias para melhorar a qualidade de vida dos autistas e de suas famílias.
Fontes:
Estudos demonstram que a dança pode ajudar crianças autistas



